Foi instituída uma nova diretriz fiscal por meio do Ajuste SINIEF nº 2, de 11 de abril de 2025, que estabelece a obrigatoriedade de manter armazenados, por um período de 132 meses (equivalente a 11 anos), os arquivos em formato XML relacionados aos documentos fiscais eletrônicos. Essa norma começa a valer a partir de 1º de maio de 2025 e uniformiza esse prazo em todo o território nacional.

Os arquivos que devem ser preservados por esse período abrangem diversas modalidades de documentos fiscais digitais, como:

  • NF-e (Nota Fiscal Eletrônica)
  • CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico)
  • MDF-e (Manifesto de Documentos Fiscais Eletrônicos)
  • NFC-e (Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica)
  • BP-e (Bilhete de Passagem Eletrônico)
  • NF3e (Nota Fiscal de Energia Elétrica Eletrônica)
  • CT-e OS (CT-e para Outros Serviços)
  • GTV-e (Guia de Transporte de Valores Eletrônica)
  • DC-e (Declaração de Conteúdo Eletrônica)
  • NFCom (Nota Fiscal de Comunicação Eletrônica)

Cada estado poderá determinar os critérios tecnológicos e os meios de arquivamento desses documentos, exigindo que os contribuintes fiquem atentos às normas específicas de sua localidade.

Importante observar que essa exigência não impacta o prazo de prescrição fiscal estipulado pelo artigo 174 do Código Tributário Nacional, que continua sendo de cinco anos. O novo prazo refere-se exclusivamente ao dever de arquivamento dos arquivos digitais.

Essa medida visa reforçar a estrutura de controle fiscal e promover maior transparência e segurança nas auditorias e consultas futuras.

Como se preparar para a guarda dos arquivos fiscais por 11 anos

Para garantir que os arquivos XML sejam preservados adequadamente durante o período exigido, os contribuintes devem adotar estratégias eficazes:

  1. Organização digital eficiente
    Categorize os documentos por tipo e por data de emissão. Utilize nomenclaturas padronizadas e pastas organizadas por CNPJ e numeração fiscal.
  2. Backups frequentes
    Implemente sistemas de backup automático na nuvem e localmente. Periodicamente, verifique a integridade dos arquivos para evitar perdas ou corrupção.
  3. Ferramentas especializadas
    Considere utilizar softwares específicos para gestão de documentos fiscais eletrônicos, que facilitam a importação, armazenamento e consulta conforme as exigências legais.
  4. Observância da legislação estadual
    Embora o prazo seja nacional, os requisitos técnicos podem variar entre os estados. Acompanhe as atualizações da Secretaria da Fazenda local.
  5. Responsabilidade compartilhada
    A guarda dos documentos cabe tanto ao emissor quanto ao destinatário. Mesmo quando o XML é enviado por um fornecedor, o receptor deve salvá-lo e armazená-lo corretamente.

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By marcio

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